sexta-feira, 27 de março de 2015

Primeira semana: resumo!


Olá! Como uma boa parte de vocês já sabe, estive doente desde 4f até hoje, pelo que o número de posts necessariamente decresceu. Além disso, a 3f foi um dia muito ocupado por cá, já que para além de ser uma clínica que presta serviço ambulatório de pequenos animais, há um vet. que também trabalha em pequenos animais alguns dias da semana, nomeadamente às 3f e 4fs, esterilizando e castrando gatos e cães, principalmente. 

Dado que me parece quase impossível descrever a minha semana toda nos próximos 30 minutos, vou escrever pequenas notas do que foi acontecendo. E ainda não actualizei o post onde conheci o Dr. Sam (dono da clínica) e cheguei cá!

Na 3f falei com a Dra. Eila sobre algumas coisas que não encontrava no supermercado e que precisava. Foi uma conversa curiosa sobre diferenças culturais e o porquê de algumas coisas. Chegámos a falar de "salgadinhos", algo que ela vai ter no seu casamento - vai casar com um brasileiro dentro de 2 meses.
Fomos ao Walmart, uma cadeia de lojas espalhada por todo o país e que basicamente, e nas palavras da Dra Eila, "you can pretty much find everything you'll ever need in your life!".  A mais próxima de Attica, NY é em Batavia, NY - a cidade maior num raio de algumas milhas até Buffalo. É grande, mas não é tão gigante quanto isso segundo a Dra Eila (E também não achei que fosse). Fomos comprar-me um telemóvel de uma rede chamada "TracFone". Basicamente vai ser útil para quando houver emergências na clínica durante a noite, para que me chamem a ir com eles. Tem o extra de puder fazer chamadas para o estrangeiro sem pagar mais por isso e basicamente funciona por "minutos comprados". Comprei 60 minutos e duplicaram-me esse número, portanto tenho 120 minutos para falar deste telemóvel. Posso comprar mais minutos a qualquer altura e adicionar e posso fazê-lo também quando voltar aos EUA.
Ontem acordei melhor; comi ao pequeno almoço mas acabei por ficar pior de manhã e mais uma vez parei o que estava a fazer - btw, era palpações, com a Dra Eila, desta vez. Voltámos à clínica, descansei um bocado e fiquei melhor.


A parte veterinária vou fazer num post à parte, pois compreendo que não é interessante para a maioria de vocês.

Ora, 2f foi dia de voltar ao supermercado e começar a habituar-me aos lugares onde devo procurar as coisas. Not so bad! 

Na 4f de manhã (6.30 - 7 am) foi dia de pequeno almoço da clínica. Basicamente vão os veterinários tomar o pequeno almoço e conversar a um restaurante aqui em frente. Só tenho a dizer que ainda fico enjoada quando leio o estado do facebook onde escrevi em que consistiu o PA - e também quando me lembro do prato. Credo! Bacon frito, ovos estrelados, french toasts cheias de manteiga e maple syrup (diabetes problem going on too). 
Para além do problema de não saber que quantidade de insulina dar, fiquei enjoada como o raio. Detesto, como muitos sabem, pratos com gordura, quanto mais com quantidades astronómicas assim (para outras pessoas pode não ser, para mim é) e de manhã! Credo! Vou passar à frente senão vou tipo enjoar outra vez! 
Basicamente para além de já ter acordado com alguns sintomas de constipação, fiquei tão enjoada e com dores de estômago ao longo do dia (atribuível em parte ao pequeno almoço talvez, sei lá) que fiz um "crash" ao longo da tarde. Tive que parar o que estava a fazer com a Dra. Becca - palpações, btw- e fui mesmo abaixo! Entretanto voltámos à clínica e não conseguia comer. Descansei, fiquei um bocadinho melhor mas fiquei-me pela tentativa de comer cereais e uma banana. Not so bad para o enjoo que sentia!  Claro está que os meus pais a esta altura estavam muito preocupados. 
Hoje acordei bem melhor! 6f foi um dia mais calmo. Começámos com um aborto e depois fomos fazer formação a trabalhadores mexicanos a uma exploração. A Dra. Susan, a vet com quem estava hoje, é muito simpática e fala algum espanhol... Foi curioso de assistir e de ver a importância que falar um pouco de espanhol tem por aqui! Também dei a minha parte de ajuda com algumas coisas. 

Coisas mais interessantes... Já viram os vitelos com cobertores por causa do frio?




E a pergunta que me fizeram num café no aeroporto de Boston sobre se queria uma sandes de ovo com "regular eggs" ou com "white eggs"? Perguntei o que tinham dito mas não percebi entendi- apesar de ter ouvido perfeitamente- e por via das dúvidas disse "regular eggs, please". A questão é que a maioria dos ovos consumidos nos EUA são brancos (nós é que gostamos dos castanhos em Portugal porque nos parecem mais caseiros), pelo que, segundo a Dra Eila, o que me estavam a perguntar era se queria na sandes ovo inteiro ou só a clara! Aparentemente há muita gente por cá que não come a gema do ovo (deve ser a maior fonte de colesterol para eles, certamente - e não os mil e oitocentos molhos e pratos cheios de gordura e tudo o que se possa imaginar!). Btw, o meu pequeno almoço domingo foi esta coisa pouco deliciosa que vêm na imagem seguinte. Aquilo no meio do pão era o tal "regular eggs" que era qualquer coisa como gosto de ovo cozido mas formato de omelete! 




See you tomorrow, guys, with more stories from "the land of uncle Sam". ;)

Btw, amanhã vou com o Dr. Sam à Universidade de Cornell, em Ithaca, a 2h30 de carro.

segunda-feira, 23 de março de 2015

Dia 3: Supermercado!


Ora, vamos lá a ver se consigo contar isto de forma a que pareça divertido e ao mesmo tempo deixar transparecer o "grande" problema que tive ontem. 

Depois de estar instalada, mala desfeita, "all set", sai de casa para ir ao supermercado que fica mesmo aqui ao lado. Aviso desde já que isto vai quase parecer um relato de futebol na rádio, btw! eheheh

Ora, entro e vejo logo a zona da fruta e legumes. "Cool" - penso eu. Junto à fruta e legumes está uma prateleira enormeeeee com mil embalagens de maionese, ketchup, molhos para saladas, para hamburguers, para hot dogs, para tudo o que raio possam imaginar. Passo à frente desse corredor e vamos lá tentar cumprir a lista e encontrar pelo menos uns 80% do que lá está. 
Prateleira da carne e eu penso: "hum, hora de decidir o que vou comprar para comer nos próximos dias". E boom... quase tudo é em embalagens um bocadinho maiores do que aquelas a que estou habituada... Passo à frente para encontrar arroz ou massa e depois decidir o que hei-de levar de carne para conseguir fazer pelo menos 2 pratos diferentes para os próximos dias. Encontro a massa... a mais barata $1.59, com um papel a dizer que se tiver um cartão de descontos bla bla bla whatever fica a $1 (rezo para que seja o cartão que está preso à chave de casa que me deram, pego na embalagem- que é de cartão, btw... e sigo em frente). Onde que raio é que está o raio do arroz (desculpe-se a repetição mas estou a tentar manter este blog qualquer coisa que possa ser lida por pessoas relativamente sensíveis a palavras como "m#rda". ehehe)? Não faz mal.. deixa lá... já tenho massa. Não sei porque é que não está ao lado da massa mas pronto. 
Seguimos em frente e lá está o corredor das bolachas/barras de cereais/cereais. Só conheço os Kellogs praticamente.. e acho tudo caro, mais uma vez! Passamos à frente das barras de cereais (as mais baratas eram tipo $3) e vamos aos cereais.. Kellogs de amêndoas, com mel e mais qualquer coisa que agora não me apetece ir ver. E nada de bolachas porque são todas caríssimas (não menos que $2.30) e vamos lá... Vejam só a quantidade de variedades de oreos que estes americanos têm (e não consegui tirar à prateleira toda)!

Pão, leite, queijo, café. Café era um problema porque queria de dissolução (sabia lá se havia em casa algo para fazer café). A maioria não são assim mas lá encontrei uns que também tinha o tal papelzinho a falar de um desconto qualquer com um cartão.. "Vão estes e rezemos por ser este cartão". 
Pãoooo!! Oh great, quem me quiser fazer muito feliz quando chegar a Portugal, dê-me pão como presente de boas-vindas, convide-me para jantar... pão!! Dá para perceber a ideia, right? Trouxe um com sementes - de forma, claramente- e vamos lá a ver. O raio do pão é de "Rye" - teoricamente centeio... mas não parece porque é demasiado amarelado e sabe a ... oregãos! Grr! Americans! 
Leite! Lá vêm os pacotes enormes (e não tão baratos quanto isso). Vejam a foto de hoje (note-se que o ketchup e a barra gigante de queijo não são meus mas estou ao serviço do "público" aka veterinários, técnicos ou estagiários/internos.. 





Não sabia se tinha varinha mágica em casa, nem sal, nem azeite, nem que tipo de detergente seria mais indicado para a máquina de lavar roupa e dado que toda eu eram stresses por não encontrar/ achar caro/ não saber o que escolher entre mil marcas que não conheço, decidi trazer estas coisas a casa e voltar dali a 1 horita ou afins para trazer o que faltava com mais calma. 



E voltei! Acabei por trazer uns bifes de porco e outros de frango, azeite, umas bolachas de $3.49 (as mais caras que já devo ter comprado na vida até agora e das mais baratas do supermercado), barras de cereais (das melhores que já comi; ver foto que inclui as que comprei hoje - dia 23.03) e ainda iogurtes. E juro que nunca encontrei natas. E tive uma certa "vergonha" de perguntar onde estariam (quem sabe os mil molhos que usam permitem-lhes não usar natas para mais que sobremesas, sei lá). 


Escusado será dizer que contar isto hoje à Dra Eila foi de rir. 2 horas no supermercado, sensação de estar perdida... lots of fun, though! eheheh


Dia 3: From Boston to Buffalo

(Dia 22.03, apesar de publicado a 23)

Hoje foi dia de deixar Boston, MA e mudar-me para Attica, NY. 
O dia começou cedo porque o voo era cedo. De referir que a distância entre o centro de Boston e o aeroporto é muito pequena; cerca de 20 minutos de metro, incluindo espera e mudança de linha, são suficientes para chegar ao aeroporto. Demorei mais tempo no autocarro entre a estação de metro do aeroporto e o terminal onde teria que estar para apanhar o voo.


Do voo só referir que nunca na minha vida tinha visto um avião com tanto espaço! Vejam por vocês mesmos: 

Amigos, portanto, da próxima vez que viajarem de avião entre 2 cidades dos EUA, digam à JetBlue para vos transportar. ;)


Jetblue, uma companhia cuja ordem de embarque é a seguinte:
- pessoas que precisem de espaço extra : com deficiências, gordos (!) - pagam mais 75 dólares por voo;
- militares; - famílias com crianças com menos de 2 anos;
- por filas.


Ontem adormeci a escrever este post... continuarei hoje com a "Saga do Supermercado"! :)

sábado, 21 de março de 2015

Dia 2 - Harvard University + Boston

E o dia 2 nos EUA, 1.º completo em Boston começou com um passeio pela zona onde estou no hostel que, como já tinha referido, faz parte do "Downtown Boston". E nevou nas primeiras horas da manhã! No vídeo segue a minha esperança para "acentar" em Attica e ir correr, mesmo que neve! Eheheh

Decidi voltar ao hostel para trocar dos óculos para as lentes de contacto, dado que a cada 2 minutos precisava de os limpar devido à neve! Foi nesta altura que conheci o Henry, um jovem de origem chinesa, de nacionalidade canadiana a viver em NY, que é meu colega de quarto (estou num hostel com dormitórios mistos; o meu tem mais 2 raparigas e 3 rapazes).

Às 11.30 estava programado um tour à Universidade de Harvard, em Cambridge, a algumas paragens de metro do centro de Boston (30 minutos de metro se tanto). O Henry tinha coisas combinadas com um amigo que trabalha no MIT e combinámos jantar por volta das 6.30 (cá janta-se cedo).

Harvard foi indescritível! Onde é que pensaria visitar o campus de uma das universidades de topo a nível mundial? O bom do tour foi acrescentar curiosidades sobre diversos edifícios do campus. Vejam algumas no vídeo (amanhã coloco porque hoje tenho mesmo que ir dormir!).





Almocei por Cambridge e voltei depois a Boston. 
Em Boston podemos fazer o "Freedom Trail" que basicamente é um tour "self-made" pelos edifícios históricos, jardins, capelas, entre outros, mais importantes de Boston. Fiz apenas cerca de metade do Trail. Basicamente o caminho a seguir é indicado no chão por uma faixa vermelha ao longo de toda a extensão. Podem ver na foto eu a segurar o mapa e a faixa.




Voltei ao Hostel, onde encontrei o Henry e fomos jantar. Como alguém de origem chinesa faria, e ainda mais aproveitando o facto de estarmos na Chinatown de Boston, fomos a um restaurante chinês. E dos bons! A velha máxima de que uma fila à porta indica que o sítio é bom. Cerca de 12 dólares por pessoa.
Eu e os problemas habituais a agarrar o raio dos pauzinhos, exacerbados pelo facto do Henry, que viveu 15 anos na China, ser "profissional" a agarrar nos ditos cujos pauzinhos! Mas lá me safei, a conversa estava boa, percorremos muitos assuntos, é mais um falante de inglês que elogiou o meu inglês e foi uma boa companhia em Boston. 

E depois mais um tour organizado pelo hostel, neste caso uma "Club night". Basicamente eu e o Henry fomos só até ao primeiro bar e voltámos como eu tenho voo para apanhar cedo e ele tem coisas combinadas para amanhã. Mas mais uma coisa de Boston que eu vi, apesar de cá ter estado pouco mais de 1 dia. 

Notas:
"Club crawl" é literalmente arrastar de bar/discoteca para outra, de tão bêbadas que estão as pessoas.
Na Grécia faz-se "Island hoping" (só conhecia o hop-on-hop-off dos autocarros turísticos), isto é, para-se numa ilha, muda-se para outra e assim sucessivamente. 

E segue também uma foto "típica" de Inverno, tirada no "Boston Common", um dos jardins públicos de Boston, por onde passa o "Freedom Trail".


sexta-feira, 20 de março de 2015

Dia 1 - Primeira impressão de Boston


Saí do aeroporto e ia escorregando num bocado de gelo!
Quando cheguei, por volta das 17.30, foi dito no avião que estariam -1ºC. Quando sai do aeroporto eram cerca das 20h e não estava demasiado frio. Bastante suportável para alguém sem gorro e sem luvas (mas com um cachecol capaz de impôr respeito!).


Apanhei o shuttle - free bus- para a estação de metro, apanhei o metro para o centro de Boston e cerca de 1h depois estava no hostel. Fica em "Chinatown", estação da linha laranja de metro de Boston, dentro da zona considerada como "Boston Downtown". 
O Hostel parece-me bastante "simpático" e moderno! 

Ainda não tenho a certeza se está ou não a nevar! Tenho a dizer que é muito triste mas ter visto neve apenas 1 dia da minha vida (excepto aqueles em que víamos o Pico coberto de neve lá ao longe), em grande quantidade mas sem estar a nevar, fazem-me não saber muito bem se isto que está nas ruas é só gelo ou não. Certo é que caem umas "coisinhas" do céu, branquinhas, pequeninhas, frias... fazem-me inclinar para a hipótese de ser neve. Seria demasiado estranho, não acham, perguntar se é ou não? Eheheheh. Ver vídeo e opinar se possível! Ehehehhe


Sai para comer alguma coisa e dar um passeio por esta zona. Basicamente desci um bocadinho da rua, entrei numa "7eleven" (loja de conveniência) e morri com a perspectiva de tentar não engordar nos EUA! Mil chocolates em versão de chocolate branco!! Não é justo! E um jantar de uma "Sub" - espécie de Sandwich quente - mais calórica que sei lá o quê! (ver foto). Mas hei-de sobreviver (quando tiver cozinha dentro de 2 dias)! 




E agora são 1am em Boston, 4am nos Açores - mais do que hora de dormir!

Até amanhã, folks! (alguém na Alfândega chamou "Folks" - uma das palavras que mais era dita pelo Paul, natural de Boston (alguém com mais de 50 anos de diabetes que conheci nos YL). 

Dia 1, Episódio 1 - 20.03


O dia começou atarefado em S.Jorge, Açores. 
Um avião para apanhar às 12h30 para S.Miguel e um a apanhar às 15h para Boston.

Stress, stress e mais stress! Medo de faltar alguma coisa, medo de faltar tudo!
Beijinhos aos pais, promessa de que vou mandar sempre notícias e certeza de que pela vez número 800 milhões (ou muito mais), eles apoiam-me em tudo e mais alguma coisa!

Voo para S.Miguel. Chegar e correr para o voo de Boston (thanks God pelo aeroporto ser pequeno!). Ser uma das pessoas aleatoriamente escolhidas para uma revista completa após o controlo de passaportes. Telefonar a correr para dizer que estou a entrar no avião. Ser a última pessoa a entrar no avião.

5h10 depois - chegar a Boston! 17h30 hora local, 20h30 hora dos Açores, 21h30 hora de Lisboa.

Passar o passaporte nas máquinas automáticas do Controlo de Fronteiras Americano, responder a um questionário que incluía estar na posse de produtos de origem animal, ter tido contacto com animais nos últimos dias e, mais importante (e começo da história), informação sobre o que vinha fazer aos EUA. Poderia escolher uma de três opções entre Negócios, Turismo e Outros (onde se incluía estudantes). Escolhi a terceira opção e a máquina mandou-me fazer o "controlo manual" aka falar com alguém. 



Passei pelo primeiro "officer" que me perguntou o que vinha fazer a Boston. Fiquei um bocadinho a patinar com as perguntas - não sabia o que estava à espera mesmo, não tinha nada planeado para dizer, sei lá! O officer disse-me que aguardasse para me levarem para uma sala à parte para me fazerem outras perguntas. 

Levaram-me para uma sala onde estavam outras pessoas, maioritariamente provenientes de Cabo Verde e estive à espera cerca de 30 minutos. 
Fui chamada à presença de um outro agente que me pediu comprovativo do que vinha fazer aos EUA - tive que abrir o computador e mostrar-lhe os emails para a Dra. Eila (Clínica de Attica, NY para onde vou). Fomos falando entretanto sobre o que vinha cá fazer e ambos percebemos que o problema estava na nomeação do que venho cá fazer como "internship". Cá existem 3 tipos principais de estágios: interships, observational ships e "Clerkships". Internship implica "trabalho, meter as mãos na massa, responsabilidades". O que venho cá fazer é, então, algo entre "observational ship" e "clerkship". Conversei um bom bocado com o agente e subiu  a minha auto-estima quando ele me disse que não estão habituados a que alguém dos Açores/Portugal fale tão bem inglês! Lá lhe expliquei que tinha andado numa escola com professores cuja primeira língua é o inglês e até se tornou uma conversa curiosa! 
Eu estava calma e não tinha nada a esconder e fui capaz de lhe transmitir isso de forma a que ele percebeu. Fez-me o carimbo, desejou-me boa sorte e mandou-me à minha vida. ;) 

E assim foi o "Episódio 1 - Controlo Fronteiriço em Boston"! 

Quem sou eu?

Quem sou eu?
Bem, a esta pergunta quem cá vier saberá responder, pelo menos em alguns aspectos (porque quem terá acesso a este blog serão pessoas próximas).

Mas vamos lá a resumir em pouco mais que um par de palavras:
Júlia, 25 anos, estudante do 6.º ano de Medicina Veterinária, a fazer um estágio de 3 meses nos EUA.

E Júlia, 25 anos, a miúda dos Açores que já esteve nos 5 continentes habitados.
E Júlia, 25 anos, com diabetes tipo 1 desde os 14 anos.
E Júlia, 25 anos, a mesma vontade de conhecer/ir/ver de sempre, vontade que me caracteriza desde os 10 anos em que já sabia que o meu caminho não passaria pelos Açores.


E hoje, 20.Março (apesar de tanto em Portugal como em Boston já não ser dia 20.03, eu entendo-o como se fosse), é o dia da chegada ao 5.º continente, ao "Novo Mundo".

Vamos lá tentar fazer isto por dias, Jules.  (sim, eu falo com a Li - a minha gata- e falo comigo mesma! Porque tal como outros blogs que já tive em diferentes ocasiões e alturas da minha vida, escrevo "para quando a minha memória quiser não lembrar" - também escrevo para vocês, amigos, que querem seguir a minha vida e aos quais muito agradeço por tudo!