segunda-feira, 20 de abril de 2015

Última parte do resumo da terceira semana (finalmente)

(hoje é dia 19 de Abril, estou de volta de Toronto e vou continuar o resumo da semana 3 – atrasadíssimo!)

6f fomos jantar fora novamente. Foi um dia em que não almocei, cheguei à clínica por volta das 16h30 e a Dra Susan foi buscar-me às 18h. Fomos jantar a Le Roy, uma cidade relativamente perto de Attica mas mais desenvolvida. Não sabia mas o Dr. Sam e a esposa Esther (já falei deles quando jantei em casa deles) e o noivo da Dra. Eila (chama-se Vinicius e é brasileiro) também foram. A Dra. Susan tinha-me dito o nome do restaurante e para perguntar a opinião do Dr. Scott (o veterinário com quem passei o dia de 6f). Fiquei mais descansada quando ele disse que havia boa comida (ele também disse que metade das vezes que lá tinha ido não tinha gostado mas isso é diferente de ser um restaurante só de fast-food) e mais um bocadinho quando percebi que o Dr. Sam também ia. Chamava-se D&R e a característica mais curiosa era que todos os empregados tinham mais de 60 anos. O Dr. Sam e a Dona Esther são conhecidos pelo nome lá. É algo requintado, não com mil copos e talheres, no entanto. E algo que para nós não faz muito sentido é o facto da água que trazem para a mesa ser água da torneira (como já tinha falado). Comi hambúrguer de alce (na altura não tinha a certeza se o que lá estava era alce porque não tinha a certeza o que raio era “Elk” – mas a Eila pediu e eu também. Eheheh). Na ementa dizia que era uma carne magra e que era servido com frutas – nós “ajavardámos” e pedimos com batata frita. Não é muito usual por cá comer-se sobremesa (apesar da lista – dita por uma senhora de quase 70 anos como se recitasse um poema- neste restaurante até ser bem apetecível. Eheheh) Foi um jantar agradável! Claro que, mais uma vez, não me deixaram pagar o que quer que fosse. Dizem, como pensa o professor Saraiva Lima também, que quando eu for veterinária e tiver estudantes comigo vou perceber.
O mais curioso da noite aconteceu quando íamos a sair do restaurante. O Vinicius, o noivo da Eila, disse-me alguma coisa, eu não percebi e perguntei “What?”. Ele repetiu. O que ele tinha dito que eu não percebi à primeira foi “Você tem falado com a Eila em português?” (com pronúncia brasileira, obviamente)! Só me apeteceu rir porque não percebi o que alguém me disse em português! O meu cérebro formatado para ouvir inglês todo o dia há 3 semanas na altura não entendeu que estava a ouvir português (isso e o facto de estar uma ventania dos diabos quando saímos do hotel e eu não ter ouvido bem)! Eheheh. Foi uma conversa muito curta mas foi bom falar português por um bocadinho!
6f foi também um dia muito agradável em termos de aprendizagem. O Dr. Scott é um bocadinho estranho, tem umas reacções algo intespestíveis em relação ao que se passa à volta dele e é difícil de perceber o que ele diz de vez em quando mas é um excelente professor! Fomos fazer uma cirurgia de DA (deslocamento de abomaso – para quem é de fora da área de veterinária, o abomaso é o “verdadeiro” estômago dos ruminantes: “verdadeiro” não por ser de senso comum que os ruminantes têm 4 estômagos e eles terem só 1, mas “verdadeiro” por ser o que tem o comportamento semelhante ao estômago de outros mamíferos, como o nosso, por exemplo) a mais de 1h de distância de Attica (ao que eu pensei como é que iria ter conversa para tanto tempo com ele mas acabou por não ser difícil), muito perto do Lake Ontario. Ele deixou-me fazer a anestesia, explicou como fazia, deixou fazer a incisão da pele e do tecido subcutâneo (fez ele dos músculos e do peritoneu), deixou-me procurar o deslocamento e tentar “revertê-lo” e suturar as duas camadas de músculos (fez ele a piloropexia – sutura do abomaso na zona do piloro ao peritoneu – por ser a parte de mais responsabilidade da cirurgia e, como é óbvio, quem está em cheque serem eles, veterinários, se alguma coisa correr menos bem). Não fiz a sutura da pele porque levámos imenso tempo no resto – ele explicou-me com pormenor como fazia o que fazia, ajudou-me em coisas básicas como pegar no porta-agulhas da forma mais eficiente, etc etc. Quando chegámos à sutura da pele (a parte que melhor sei fazer; eheheh), ele viu as horas e disse-me que estávamos atrasados e se eu não me importasse fazia ele.

Na manhã de sábado falei um bom bocado português com o Vinicius. Ele está a acabar o doutoramento na área de saúde do pós-parto em vacas na Universidade de Cornell (Ithaca, a 2h30 de distância, como já cá falei) e foi passar o fim de semana com a Eila a Attica. Sábado de manhã, a Eila tinha que trabalhar e por isso ele foi com ela. Ele é veterinário mas nunca fez clínica e, por isso, muitas das coisas são “novas” para ele. A Eila está a ajudá-lo com várias coisas, como por exemplo com suturas, porque ele vai começar a Residência em Clínica em Junho. Ele confessou-me  estar nervoso em relação a isso e eu percebo porquê. Disse-lhe que os ensinamentos da Eila vão ajudar e que vai tudo correr bem.

Sábado à tarde fui com a Dra. Susan eutanasiar um cão com 15 anos (do senhor que trabalha nas limpezas na clínica; chama-se Mark e é uma simpatia – quando o conheci falámos um bocadinho e foi mais uma pessoa simpática a dizer que o meu inglês é bastante bom). Fomos até casa deles. O cão tinha insuficîência cardíaca em estádio avançado; há alguns dias que tinha cerca de 5 síncopes diárias e passava a maior parte do tempo “sem agir como um cãozinho”, isto é, deitado, prostrado, quieto. A qualidade de vida daquele animal, infelizmente, era bem pouca e para estas situações é que serve a eutanásia. Nesta 3.ª semana comecei a sentir mais saudades de Portugal, aliado ao facto de me sentir insegura em relação aos meus conhecimentos de veterinária; por um lado, eles nunca foram excelentes e em inglês é que não são mesmo! Sinto dificuldade em perceber o que me dizem, várias vezes, muito pelo facto de ter aprendido inglês “normal” e não técnico ou vocacionado para a área de estudos. Claro está que muita coisa estudei por textos em inglês e percebia bem mas isso é muito diferente de ouvir o que nos dizem diariamente e perceber logo do que se está a falar. Essa situação fez-me sentir que precisava de uma pausa, de um tempo sem obrigar o meu sistema a falar diariamente e a tentar perceber tudo o que me dizem (o que é fíficil quando não percebemos uma única palavra, por exemplo, em 5 – não percebemos 20% daquilo que nos é dito e torna-se mais difícil de perceber tudo o que nos foi dito). Isso, a atmosfera em que decorreu a eutanásia – um animal parte da família há 15 anos, e o facto de também ser uma “pet owner” (e estar longe da Li) fizeram-me ir bem abaixo. Caíram algumas lágrimas enquanto estávamos a fazer a eutanásia. E depois caíram mais com a Dra. Susan na carrinha. Ela disse-me que é normal e eu sei que é, que não somos imunes e para pensar na falta de qualidade de vida que o animal tinha. Disse-lhe que sabia disso perfeitamente e que não foi de todo isso que me fez sentir assim.
Fomos ver um edifício onde o namorado dela está a instalar uma ordenha com robots (fantásticoo!) e comer um gelado e a minha disposição mudou bastante! De referir que tínhamos o Cooper (o labrador preto dela) connosco na carrinha e não é que o meu espanto atingiu "medidas enormes" quando percebi que o "Cooper, don't worry, we will bring you ice cream" significava, literalmente, levar um gelado para o cão! Pedimos gelado soft para nós (em cone, com "sprinkles") e ela pediu um copo com gelado para o cão! Estão tão habituados a fazê-lo que até têm disponíveis biscoitos de cão para colocar no copo!! Com o meu espanto (e pelo facto do cão ter devorado aquilo em 2 minutos), não me lembrei de tirar uma fotografia. Americans! Eheheh

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Terceira semana: resumo! (atrasado)

Bem, quase que já podia escrever o resumo da 3.ª e 4.ª semana juntos.. Anyway, vamos a isto.

A terceira semana foi a mais complicada até agora. Na 3f fui com um dos veterinários ao Cornell Research Dairy Center, a exploração onde decorrem os projectos de investigação da Universidade de Cornell na área das vacas de leite. São cerca de 3h por viagem. Este veterinário tem 60 e tal anos e é o "típico americano" - ou a imagem que temos deles: acha que aquilo que entendemos na Europa como "justiça social" são tretas. Basicamente, se tens dinheiro para pagar pela tua saúde, por exemplo, óptimo. Caso não tenhas, trabalha mais! 
O filho mais velho dele (35 anos) tem diabetes tipo 1 desde os 17 e foi aí que comecei a perceber como ele é. Fiz uma das perguntas mais típicas, pelo menos na Europa: se o filho dele alguma vez tinha participado de um grupo de apoio/uma associação? A resposta passou por dizer que o filho dele NUNCA tinha participado de algo assim, como a dizer que isso não é para pessoas como eles, americanos, ricos, sei lá! Enfim. 
Conseguiu ser ainda um bocadinho mais desagradável do que isso. Ele e a esposa iam passar o fim de semana fora e pediram à Dra. Eila para ficar lá em casa a fazer petsitting ao gato. Convidou-a para jantar na 3f e também me convidou a mim. A casa é linda; parece ter saído directamente dos alpes suíços e ter "aterrado" por cá! Na casa do Dr. Sam, ele disse-me imediatamente que não precisava de tirar os sapatos e manteve os dele (a esposa- Esther- também estava calçada). Este chegou a casa, tirou os sapatos, mandou-me entrar. Eu fiquei sem saber o que fazer e acabei por ir de volta à entrada e tirei os sapatos. A esposa ofereceu-me vinho branco e eu, que gosto particularmente de vinho branco, eheheheh- aceitei (também por educação). Encheu-me um copo de um vinho alemão que, sinceramente, era bastante mau, por assim dizer. Qual não foi o meu espanto quando ele disse qualquer coisa como: "É por terem sistemas de saúde como os que têm na Europa que metade dos países do sul estão com dívidas: Grécia, Itália, Espanha, Portugal". Se eu pudesse dizer tudo o que acho dos americanos, poderia não ser muito agradável de ouvir. Acho que ele foi rude, desagradável e claro que ele sabia que eu não podia responder! Enfim... bem que me disse o professor Saraiva Lima (o meu orientador) que eu poderia sentir-me um bocadinho injustiçada com algumas coisas (e deu-me alguns exemplos do que lhe aconteceu nos 4 anos em que viveu nos EUA). Senti-me tão embaraçada que, mesmo tendo eles um filho com diabetes (que não vive em casa), não fui buscar a caneta de insulina para dar insulina depois do jantar... Esperei até entrar no carro com a Dra. Eila. Claro que eu sabia que a conversa depois de jantar não ia demorar muito. De facto começámos a jantar por volta das 7 e às 8.20 estávamos a sair de volta a Attica.

Passando à frente... Na 4f foi o magnífico dia do jantar de Buffalo Wings que já descrevi. Só digo que o Charles, o homem que faz as entregas e que se saiu com a ideia deste jantar para eu experimentar as tão afamadas Wings, nunca mais se vai esquecer de mim por causa da maneira que eles acharam hilariante de tentar não me besuntar até à raiz do cabelo com aquilo! Eheheheh. Até para mim foi divertido. Eheheh

(Amanhã continuo com os seguintes tópicos:
5f foi outro dia de jantar fora.
6f foi um dos dias em que mais aprendi.
Sábado fui abaixo um bocadinho mais - eutanásia cão + semana longa
Domingo fui passear a East Aurora.)

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Coisas do blog

Só para dizer (acho que ainda não disse) que o horário que está nos posts não corresponde ao horário em que os publiquei. Apesar de já ter mudado nas definições, não está a assumir a mudança e está a publicar com outro fuso horário qualquer. 

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Desabafos

E porque o dia começou por volta das 7am, este vai ser um post bem mais curto que aqueles que vocês costumam ver por aqui.

Só preciso de desabafar umas coisas! Eheheh


Ponto 1: Pegar numa boa parte dos americanos e pô-los a comer de faca e garfo deve ser hilariante! E se for num restaurante com os 2 tipos de talheres e 3 copos deve ser ainda mais hilariante! eheheh
Ponto 2: Pegar numa boa parte dos americanos e pô-los a conduzir um carro com mudanças deve ser hilariante - parte 2!

Ponto 3: Pegar numa boa parte dos americanos e pô-los a ouvir outra língua durante 12h seguidas não sendo a língua materna deve ser hilariante - parte 3! Já vejo os cerebrozinhos a morrer!


Nota:
Post pós-jantar de "Wings" - chicken wings com molho picante- em que basicamente se riram de mim por usar umas 5 guardanapos e não parecer saída do curral do porco mais próximo - desculpem por poder ofender alguém, btw, mas nunca vi ninguém que coma frango de churrasco ou camarão ou outra coisa qualquer que alguns de nós, portugueses, comemos com a mão a ficar tão "badalhoco" quanto vi hoje. E, peço desculpa, se não gosto de ficar toda gordurosa por todo o lado até ao cabelo quase (estou a exagerar, claro. eheheh). 

#Living_the_all_american_experience_including_Buffalo_Wings.


domingo, 5 de abril de 2015

Segunda semana: resumo!


Oláa! Vamos lá a ver se não me esqueço de nada! Resumidamente: ida a Ithaca, ter comido salada de um restaurante (deliciosa!), almoço no Meissner's - subs  aka sandes que dão para 2 refeições!, primeira experiência de condução por cá, ter encontrado uma baguete mais parecida com o pão português, ter percebido que os flocos de neve são como os desenhos.

Ora, sábado dia 30 foi dia de ir a Ithaca, NY com o Dr. Sam. Foi um dia muito agradável, tenho a dizer. São cerca de 2h30 desde Attica, NY e fizemos 2 "rotas" diferentes: fiquei a conhecer um bocadinho do estado de NY. 
Ora, passámos por uma carroça de Amish. Sim, eles existem mesmo! Não é só nas séries e nos reality shows americanos sobre adolescentes que experimentaram a vida fora da comunidade amish!

Esta é a zona dos "Finger Lakes" - alguns destes lagos comunicam com o Lake Ontario ou o Lake Eire (2 dos 5 Grandes lagos desta região do continente americano). Os nomes dos lagos são na língua dos nativos americanos e pronunciam-se de forma engraçada: Cayuga (qualquer coisa como "KeiUga), Seneca e Canandaigua ("Canandégua") são alguns exemplos. 

Chegados a Ithaca, o Dr. Sam incluiu-me na apresentação das palestras que ele foi dar sobre Colostro aos jovens de secundário. Foi muito simpático da parte dele! Ajudei com os colostrómetros, amostras de soro e refractómetros. 


Ele escreveu depois do nome dele "Julia Silveira (almost DVM)" - Nota: DVM- Doctor of Veterinary Medicine

Saímos da Universidade de Cornell - ele fez questão de passar por todo o campus de carro e dizer-me que edifícios eram de quê- recordo/digo que tanto o Dr. Sam como o meu orientador em Lisboa- o Dr, Miguel Saraiva Lima foram alunos de doutoramento em Cornell. O Dr. Sam também fez o curso em Cornell. Ele não me deixou recusar o convite para jantar em casa dele e da Dona Esther. Foi uma Júlia tão envergonhada que entrou a porta da casa do Dr. Sam 2h e meia depois que a Dona Esther deu-me um abraço - coisa pouco comum por cá- e disse que estava tudo bem, que eu não me preocupasse que não tinha nada que estar envergonhada. E contaram-me a história de uma interna da Irlanda que estava tão assustada cá no edifício da Clínica que a mãe telefonou às 10pm para casa do Dr. Sam a pedir ajuda e ela passou as duas semanas que cá teve em casa dele. Ehehehe
Foi muito simpático da parte deles e bastante agradável!

Vamos passar à frente da parte veterinária e chegar a 5f à noite, noite em que jantei com as Dras Eila e Susan, as mais simpáticas de cá. Encomendámos a comida ao "Attica Hotel" que agora é restaurante e bar mas que já foi Hotel. Tenho que tirar umas fotos para vocês terem a imagem do que estou a falar mas, basicamente, no início da noite de 5f, dia em que choveu por cá, depois de passar junto à prisão de alta segurança cá do sítio, vejo-me em frente a um prédio que mais parece saído da Transilvânia! Ehehehe. A Dra. Eila disse para não me preocupar, que a comida é mesmo para humanos e não para vampiros. Eheheheh. E quando vi a comida - comemos na clínica porque a Dra Eila estava de serviço durante a noite e era melhor sermos "interrompidos" por uma chamada cá que fora da clínica onde teríamos que deixar as coisas a meio e ir- tive uma quase "epifania"! Encomendámos uma SALADA!! Tipo, há comida saborosa nesta terra e saudável ao mesmo tempo! Era uma salada da culinária grega: chicken souvlaki com acompnahamento de pão pita. O mais básico, simples e saboroso que comi por cá: alface, pimentos, azeitonas pretas, tomate, frango e queijo tipo mozarella, com um molho grego que não faço ideia do que levava mas era bem bom!
A minha quase "epifania" como gosto de lhe chamar teve a ver com uma certa paz de espírito por saber, daquele dia em diante, que se procurar bem hei-de encontrar alguma comida que goste neste país (para além daquela que tão bem - cof cof cof- cozinho!). Como estava a dizer aos meus pais, eu como saladas, sopas, pão, iogurtes e outra comida que para muita gente "não sabe a nada", não só por ser saudável mas porque me sabe bem! Escusado será dizer que a salada deu para 2 refeições.

Passamos de comida saudável a comida um bocado menos saudável, para não dizer outra coisa. No sábado fui com o Dr. Scott fazer um parto e depois disso ele insistiu em pagar-me o almoço. Tenho a dizer que ele é um bocadinho estranho, com uma personalidade meio complicada e um bocadinho anti-social mas foi simpático da parte dele. Fomos ao Meissner's - hei-de lembrar-me de lá ir tirar umas fotos- um dos restaurantes, acho que podemos chamar assim, cá da terrinha. Segundo me disse o Dr. Sam, e as técnicas de veterinária parecem concordar dada a quantidade de vezes que lá vão comer, é o melhor sítio nesta terra para comer subs - ou sandes tipo... ahhh.... Subway (que espanto!)! Oram não fazia a mínima ideia do que escolher e escolhi o mesmo que ele mas sem ser "Hot". Uma sandes agigantada de peito de frango panado com tudo o que se tem direito entre queijo, maionese, tomate, molhos de quaisquer coisas, etc. Já percebi porque é que eles bebem latas enormes de refrigerantes por aqui! Têm que empurrar aquela coisa com alguma coisa. Eheheheh. Estou a exagerar, foi comestível. Comemos cada um metade da nossa e levámos para casa o resto - metade da sandes. Tentei hoje comer ao jantar mas não deu - demasiado picante e fria e eu com pouca fome. By the way, um check no "Comer no Meissner's". 

(amanhã continuo)
(06.04)

E a primeira experiência de condução... Vamos lá.
Basicamente sábado à tarde depois de todo o trabalho com as esterilizações e castrações de gatos (sim, também se faz disso por cá. E eu fiz uma castração sábado sozinha, btw) e do parto que fui ajudar com o Dr. Scott, decidi ganhar coragem e pegar no carro. Perguntei pelas chaves da "smaller truck available" and let's go. Estava um dia lindo. Vejam.


A carrinha é uma pequena Chevrolet, velhota mas suficientemente boa para permitir uma condução segura. Acabei por ir bem mais longe do que o que estava nos planos, até Warsaw, NY, uma pequena cidade cerca de 20 mi (cerca de 32 km) a sudeste de Attica, NY. Só tenho a dizer que quero um carro automático!! Não ter que me preocupar em fazer pontos de embraiagem é das coisas melhores de sempre! Eheheh

Domingo de Páscoa - ontem- decidi ir à igreja, para ver como são as coisas por cá e também porque, apesar de não ser uma católica praticante assídua, era domingo de Páscoa. Em Attica há o que eu chamei de "block de igrejas": há uma católica, uma presbiteriana e uma baptista no mesmo quarteirão. As missas são às 8 e às 11 da manhã na católica. As maiores diferenças prendem-se com a existência de um livro para cada pessoa (praticamente) onde estão assinalados os domingos ao longo do ano litúrgico com as evocações, os cânticos etc, o facto de toda a gente se ajoelhar imediatamente antes da comunhão (e da comunhão estar organizadas por filas de bancos, da frente para trás) e ainda com o facto de na colecta eles colocarem o dinheiro dentro de envelopes (não todos mas uma grande parte). Claro está que foi um bocadinho mais fácil de perder o fio à meada e quando dei por mim estava sem saber muito bem que parte da missa estava, após a homilia.

Exterior (não no dia de ontem) e interior da Igreja de São Vicente de Paulo:





E ontem - domingo de Páscoa, ao contrário de quase toda a semana passada, esteve a nevar. Não foi muito e parou por volta da hora de almoço mas foi suficiente para deixar tudo branquinho. Na volta da missa para casa/supermercado, tive outra "epifania". Qual não foi o meu espanto quando fui olhar para o cachecol (e casaco) para posicionar a máquina fotográfica e tirar uma fotografia - provar que estava a nevar, ou qualquer coisa parecida- e vejo flocos de neve perfeitos!! Tal como nos desenhos!!
Fiquei maravilhada, parada a meio do parque de estacionamento do supermercado (quase) a olhar para o cachecol e a tirar-lhe fotografias. Já coloquei no facebook mas cá vão os floquinhos de neve perfeitos:



E a outra "epifania" surgiu pouco tempo depois no supermercado, quando olhei para uma prateleira que não tinha reparado antes e vi algo semelhante aos papos-secos portugueses! E depois algo parecido ao nosso pão saloio. E como se não bastasse uma baguete!! Os primeiros são apropriadamente chamados "Portuguese Rolls", o segundo "Portuguese Saloio" e a terceira é só baguete. eheheh. Não comprei nenhum dos primeiros porque tinha imenso pão em casa mas estão na lista de comprar para a próxima vez que precisar de comprar pão. Não resisti a comprar a baguete e a pensar qualquer coisa como "Que rico almoço de Páscoa só porque tenho uma baguete que pode não ser tão boa como o pão português mas que sempre é bem melhor que comer sempre pão de forma!". E tenho a dizer que a desgraçada não se aguentou ao dia de ontem e ao almoço/lanche de hoje à tarde. Não era excelente mas era bem mas bem melhor que o pão de forma. E quase me transformei aquela pessoa meia chata que põe mil fotos de comida no facebook - só me apetecia pôr uma foto de cada ângulo da minha descoberta de Domingo de Páscoa! Eheheh
Cá vai ela: